A crescente demanda global por elementos de terras raras (ETR) — impulsionada pela transição energética, fabricação de ímãs permanentes, veículos elétricos e tecnologias de defesa — colocou a mineralogia brasileira em posição de destaque internacional. Diante desse cenário geopolítico e econômico, discute-se amplamente a estruturação de uma estratégia nacional de terras raras no Brasil, voltada a organizar o aproveitamento sustentável desses recursos minerais críticos.
A estratégia abrange diretrizes governamentais, incentivos à pesquisa geológica de base e o alinhamento regulatório conduzido por órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Mais do que apenas extrair o minério bruto, o plano nacional visa criar condições para o avanço da cadeia produtiva local, compreendendo desde a prospecção até o processamento químico e industrial dos elementos.
Resumo Executivo
- Segurança e Soberania: A estratégia busca posicionar o Brasil como fornecedor global confiável de minerais críticos para a transição energética.
- Fomento ao Conhecimento Geológico: Priorização do mapeamento regional conduzido pelo SGB/CPRM e incentivo à pesquisa de novas ocorrências.
- Desafio da Separação Química: Foco em desenvolver ou atrair capacidade tecnológica para o beneficiamento e refino local de terras raras.
- Escala de Dados Públicos: A base da plataforma Mineral Intelligence analisa 406.343 registros públicos e 293.278 processos minerais da ANM/SIGMINE, cobrindo as 27 unidades federativas.
O Contexto Político e Normativo dos Minerais Críticos
A formulação de uma política pública voltada para os minerais estratégicos no Brasil visa integrar o setor mineral às metas globais de descarbonização. As terras raras enquadram-se na categoria de minerais fundamentais para tecnologias de ponta, tornando a previsibilidade jurídica e a eficiência regulatória pilares centrais dessa agenda nacional.
A Inclusão das Terras Raras na Pauta Estratégica Governamental
Historicamente, a produção mineral brasileira concentrou-se em grandes commodities, como o minério de ferro e a bauxita. No entanto, as diretrizes de políticas públicas recentes e os planos nacionais de mineração voltaram o foco para os elementos de terras raras devido ao seu alto valor agregado e aplicação em indústrias de alta tecnologia.







